
BRASIL – PMs da Rota são acusados de homicídio qualificado e manipulação de provas durante Operação Escudo na Baixada Santista, em decisão judicial.
O capitão Marcos Correa de Moraes Verardino e o cabo Ivan Pereira da Silva foram os policiais denunciados e agora enfrentam um grave processo criminal. De acordo com o juiz Thomaz Correa Farqui, da 3ª Vara Criminal do Foro de Guarujá (SP), os réus teriam agido como perigosos criminosos ao executar uma pessoa durante a operação, utilizando armamentos públicos que lhes foram disponibilizados pelo Estado para a defesa da sociedade.
A decisão do juiz foi embasada em evidências que sugerem que os réus apagaram imagens das câmeras do local do crime e modificaram provas para desvirtuar a investigação. A atitude dos policiais de tentar manipular as provas foi considerada gravíssima, o que justificou o afastamento de suas funções, segundo o magistrado.
A Operação Escudo, realizada em 2023 na Baixada Santista, resultou em 28 mortes de civis. A ação policial foi uma resposta à morte de um soldado da Polícia Militar pertencente ao Rota, que foi baleado e morto no Guarujá. Moradores dos bairros onde ocorreram as mortes relataram que as execuções foram aleatórias e ocorreram principalmente contra pessoas identificadas como egressas do sistema prisional.
O governo do estado de São Paulo não se pronunciou sobre a decisão judicial, mas as críticas em relação à conduta dos policiais durante a Operação Escudo continuam sendo discutidas por autoridades e organizações de direitos humanos. A sociedade espera que a Justiça seja feita e que os responsáveis pelos crimes sejam devidamente punidos, garantindo a segurança e a integridade dos cidadãos.









