Adolescentes são investigados por manipular imagens pornográficas de colegas de escola usando Inteligência Artificial em Maceió.

A Polícia Civil de Alagoas finalizou as investigações relacionadas ao caso envolvendo estudantes de escolas particulares suspeitos de utilizar Inteligência Artificial para manipular imagens pornográficas. O inquérito policial resultou na Operação Deepfake, deflagrada em abril deste ano, sob a coordenação dos delegados Daniel Mayer e Sidney Tenório. Durante a operação, mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas residências dos suspeitos, localizadas em bairros de classe média alta em Maceió.

Segundo informações dos delegados responsáveis pelo caso, os adolescentes foram identificados como autores de diversos crimes, incluindo associação criminosa, difamação em redes sociais, divulgação de conteúdo pornográfico envolvendo menores e manipulação de fotografias de adolescentes para fins pornográficos. Em sua maioria, as vítimas eram colegas de escola das próprias investigados, o que torna o caso ainda mais perturbador.

Durante as investigações, foi descoberto que um dos envolvidos tinha planos de comercializar as imagens modificadas nas redes sociais, cada uma por um valor de R$ 10,00. Os materiais apreendidos durante a Operação Deepfake incluíram smartphones, tablets e notebooks, que passaram por análise de perícia técnica para comprovação das evidências.

O inquérito policial foi encaminhado para a Vara da Infância e da Juventude de Maceió, cabendo ao Ministério Público a decisão de formular ou não denúncia contra os envolvidos. A gravidade dos crimes cometidos por esses adolescentes evidencia a importância de um rigoroso acompanhamento e punição adequada, visando coibir práticas criminosas que possam comprometer a integridade e a privacidade de terceiros, especialmente no ambiente escolar.