Investigação aponta que vítimas de chacina em motel tinham envolvimento com tráfico e organização criminosa, afirma delegado em entrevista.

Na última segunda-feira (22), o delegado Thales Araújo, membro da comissão encarregada de investigar a chacina ocorrida em um motel na cidade de Maribondo, concedeu uma entrevista reveladora. Segundo Araújo, as quatro vítimas do terrível crime tinham o hábito de utilizar o estabelecimento para confraternizações, principalmente durante os finais de semana, envolvendo o consumo de bebidas alcoólicas.

De acordo com o delegado, relatos indicam que os quatro indivíduos frequentemente se encontravam no motel, sendo que às vezes havia a presença de garotas ou outras pessoas. No entanto, no dia da chacina, somente as vítimas estavam presentes, sem a presença de terceiros. Eles chegaram ao local por volta das 17h, dando início a uma noite que culminaria em tragédia.

Thales Araújo ainda pontuou que uma das vítimas possuía conexões com o tráfico de drogas e organizações criminosas locais, o que cogita ser a motivação por trás do brutal assassinato em massa. Um dos executados já respondia judicialmente por outras situações, embora aparentemente sem relação com o caso em questão. A hipótese mais plausível é que a execução esteja relacionada ao envolvimento com o tráfico do indivíduo em questão.

É importante destacar que o motel onde ocorreu o crime não possuía câmeras de videomonitoramento, dificultando a investigação do caso. As vítimas, identificadas como Claudionor Antônio dos Santos, Lucas Toledo dos Santos, José Márcio dos Santos e José Wanderson da Silva, foram todos alvejados a tiros.

Posteriormente, os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) para os devidos procedimentos, visando a liberação para sepultamento. A partir desse momento, os depoimentos de testemunhas passaram a ser coletados, a fim de esclarecer os eventos que levaram a essa tragédia.

A investigação do caso ficará sob responsabilidade da Diretoria de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) e da Diretoria de Inteligência da Polícia (Dinpol), sendo lideradas pelos delegados Igor Diego Vilela e, justamente, Thales Araújo. Os envolvidos no crime serão buscados e trazidos à justiça para responder pelos seus atos.

As primeiras informações apontam que dois homens, vestidos com roupas camufladas, se passaram por policiais federais para ter acesso ao quarto onde estavam as vítimas. Após ordenarem que todos se deitassem no chão, com as mãos na cabeça, eles abriram fogo, tirando a vida dos quatro homens de forma covarde e cruel. Esse ato bárbaro chocou a comunidade de Maribondo e levou as autoridades a intensificarem os esforços na investigação desse crime chocante e brutal.