BRASIL – Foco da Doença de Newcastle em aves no RS afeta exportações para 44 países, Ministério da Agricultura revê certificação

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou nesta sexta-feira (19) a revisão da certificação para exportações de carnes de aves e seus produtos devido à detecção de um surto da Doença de Newcastle em um estabelecimento de produção avícola no município de Anta Gorda, no Rio Grande do Sul. Essa alteração afeta as vendas para 44 países, com restrições variadas de acordo com cada mercado.

A certificação para exportação é resultado de acordos bilaterais entre países parceiros e, por esse motivo, o Ministério fez modificações preventivas no Certificado Sanitário Internacional (CSI) para atender aos requisitos acordados e garantir a transparência do serviço oficial brasileiro. A suspensão temporária de certificação pode abranger áreas específicas ou todo o território nacional, de acordo com a gravidade da situação.

Para países como China, Argentina, Peru e México, a suspensão é válida em todo o Brasil, impactando a exportação de carnes de aves, ovos, carne para alimentação animal, entre outros produtos. Já as restrições estaduais do Rio Grande do Sul afetam as exportações para uma lista abrangente de países, incluindo Albânia, Arábia Saudita, Chile, Filipinas, Reino Unido e União Europeia, entre outros.

Além disso, as exportações em um raio de 50 km do foco de contaminação também estão vetadas para destinos como Canadá, Coreia do Sul, Japão e Israel. Produtos submetidos a tratamento térmico, por outro lado, não possuem restrições para determinados mercados, como Argentina, União Europeia e Uruguai. O Mapa enfatizou que as regras de suspensão são revisadas diariamente em negociações com os países parceiros.

No que diz respeito às exportações de carne de frango do Rio Grande do Sul, o estado é o terceiro maior exportador do país, ficando atrás apenas do Paraná e de Santa Catarina. Nos primeiros seis meses deste ano, o Rio Grande do Sul vendeu 354 mil toneladas de carne de frango para o exterior, gerando uma receita de US$ 630 milhões. Os principais destinos foram os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, China e Japão. A situação permanece sob monitoramento constante pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.