BRASIL – Operação Vênus: PF desarticula esquema de contrabando de Botox não autorizado pela Anvisa em cinco estados brasileiros

Na manhã desta quinta-feira (18), a Polícia Federal deflagrou a Operação Vênus, que tem como objetivo investigar um esquema de contrabando de toxina botulínica, popularmente conhecida como Botox, de uma marca não autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em diferentes cidades do Brasil, sendo elas São Paulo, Leme (interior de São Paulo), Osasco (região metropolitana de São Paulo), Florianópolis (Santa Catarina) e Céu Azul (Paraná). Segundo informações da PF, os responsáveis envolvidos na comercialização irregular do produto poderão responder pelo crime de contrabando.

O caso ganhou repercussão depois que a Anvisa emitiu um alerta à população e aos profissionais de saúde sobre a identificação de novos casos de adulteração e falsificação do Botox. A agência informou que algumas remessas internacionais do produto foram interceptadas nos portos e aeroportos com informações falsas sobre o conteúdo, além de frascos com prazo de validade adulterado e rótulos em idioma turco.

A empresa responsável pelo registro do medicamento, Allergan Produtos Farmacêuticos, confirmou que o lote encontrado nas remessas deveria ser comercializado exclusivamente na Turquia e que não havia autorização para importação do produto para o Brasil. Os lotes irregulares foram proibidos de serem comercializados ou distribuídos em território nacional.

A Anvisa orienta que profissionais de saúde e pacientes fiquem atentos e, caso identifiquem produtos falsificados, não façam uso do medicamento e comuniquem imediatamente a agência através dos canais de atendimento disponíveis.

O contrabando de produtos de origem desconhecida e sem autorização dos órgãos de vigilância sanitária representa um risco à saúde pública e a comercialização de medicamentos falsificados pode trazer sérios prejuízos à população. A PF segue nas investigações para identificar os responsáveis pelo esquema ilegal e garantir a segurança dos consumidores.