
BRASIL – Conflito por território tradicional indígena em MS resulta em confronto armado entre produtores rurais e guaranis e kaiowás.
De acordo com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), ligado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Estado brasileiro reconheceu, identificou e estabeleceu os limites da futura Terra Indígena Panambi (GuyraKambi’y), mas o processo de demarcação está paralisado desde 2011. A demarcação, conduzida pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), foi anulada por uma sentença judicial da 1ª Vara Federal de Dourados em outubro de 2016.
A assembleia Aty Guasu, principal organização política e social das etnias guarani e kaiowá, justificou a retomada da área em razão dos longos anos de espera pela homologação e regularização do território ancestral. Os indígenas vivem em condições precárias, em barracos de lona, e alegam sofrer ameaças e perseguições por parte de latifundiários locais.
Na madrugada do mesmo dia da ocupação, um grupo indígena entrou na área, o que resultou em retaliação por parte dos fazendeiros da região. Durante o confronto, um indígena foi atingido por um tiro na perna. A Aty Guasu denunciou que os fazendeiros estão atirando para matar e prometendo um massacre, solicitando urgentemente socorro e intervenção dos órgãos públicos para garantir a segurança dos indígenas.
A Polícia Civil está investigando o tiroteio, e a Defensoria Pública da União (DPU) manifestou preocupação e mobilização diante dos graves acontecimentos. A DPU acionou o Departamento de Mediação de Conflitos do Ministério dos Povos Indígenas e o Ministério de Direitos Humanos e Cidadania, solicitando a presença da Força Nacional no local do conflito para garantir a integridade física das pessoas envolvidas. A situação permanece tensa e em constante evolução, com os órgãos competentes acompanhando e trabalhando para encontrar uma solução pacífica para o conflito.









