Recém-nascido encontrado morto em Chã Preta, Alagoas, pode ter sido vítima de asfixia mecânica por sufocação, aponta IML.

No último sábado (13), o Instituto Médico Legal (IML) Estácio de Lima divulgou os resultados da necropsia realizada no corpo do recém-nascido Heitor da Silva Santos, encontrado morto aos 21 dias de vida em sua casa no município de Chã Preta, Alagoas. Segundo o perito médico legista João Paulo, responsável pelo exame, foram encontrados indícios de que a causa da morte do bebê tenha sido asfixia mecânica por sufocação.

Durante o exame, João Paulo destacou que não foram identificados sinais de espancamento, como equimoses ou fraturas que indicassem violência física. No entanto, ainda não foi possível determinar se a sufocação foi direta, obstruindo as vias aéreas, ou indireta, causada por compressão do tórax. O perito explicou que essa compressão pode ser acidental, como no caso de um adulto dormir sobre a criança.

Para aprofundar nas investigações, foram coletadas amostras de sangue, humor vítreo e conteúdo do estômago do recém-nascido, que serão enviadas ao Laboratório Forense do Instituto de Criminalística para exames complementares. Esses exames ajudarão a esclarecer as circunstâncias da morte de Heitor.

A morte do bebê chocou a cidade de Chã Preta e levantou questões sobre a segurança e cuidados com recém-nascidos. A família de Heitor está transtornada e pede por justiça, enquanto a comunidade local demonstra solidariedade e apoio neste momento difícil.

As autoridades locais acompanham de perto as investigações e aguardam os resultados dos exames complementares para dar continuidade ao caso. A morte de Heitor é mais um triste episódio que alerta para a necessidade de proteção e cuidado com as crianças, para evitar tragédias como essa no futuro.