ALAGOAS – Mestre do Patrimônio Vivo, Canarinho de Alagoas, falece aos 78 anos deixando legado na cultura popular alagoana.

O renomado trovador, repentista e embolador Antonio Salvador de Souza, mais conhecido como Canarinho de Alagoas, faleceu aos 78 anos na madrugada deste sábado (13). A notícia da morte do Mestre do Patrimônio Vivo de Alagoas foi recebida com profunda tristeza por admiradores e autoridades da cultura local.

Nascido em Limoeiro de Anadia, Canarinho de Alagoas iniciou sua carreira nas feiras das cidades e no Centro de Maceió, onde encantava a todos com sua habilidade no violão e no pandeiro. Ao longo de mais de 50 anos, ele se tornou uma figura central nas praças e feiras do estado, sendo carinhosamente apelidado de Canarinho das Alagoas.

O legado deixado por Canarinho de Alagoas é considerado imensurável, especialmente na cultura popular alagoana. Reconhecido como um ícone da cantoria regional, ele era conhecido por sua voz poderosa e talento para improvisar versos e emboladas. Sua presença marcante e sua habilidade única conquistaram fãs por todo o estado.

Além de sua atuação como cantador, Canarinho também se destacou como palhaço em grupos de guerreiros por mais de duas décadas, levando alegria e cultura para diversas regiões de Alagoas. Seu talento e criatividade eram reconhecidos por colegas e admiradores, que destacavam sua genialidade e bagagem de conhecimento.

O mestre do Patrimônio Vivo João de Lima relembrou Canarinho de Alagoas como um grande poeta e animador das feiras locais, cujo talento e carisma cativavam a todos ao seu redor. Sua morte representa uma perda irreparável para a cultura alagoana, mas seu legado continuará vivo nas memórias daqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo e apreciar sua arte.

Canarinho de Alagoas deixa um vazio no cenário cultural do estado, mas sua contribuição para a preservação da tradição da cantoria e da cultura popular será lembrada e celebrada por gerações futuras. A Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa manifestou seus pêsames pela perda do mestre, ressaltando sua importância e influência na cultura alagoana.