
BRASIL – Capacidade da OMS de avaliar risco da gripe aviária para humanos está comprometida, alerta diretor-geral Tedros Ghebreyesus
Recentemente, os Estados Unidos e o Camboja reportaram casos de contaminação pelo vírus H5N1 em humanos. Nos EUA, quatro casos foram relatados após exposição a vacas leiteiras infectadas, enquanto no Camboja, duas crianças tiveram contato com galinhas doentes ou mortas. A OMS ressalta que, apesar desses casos, ainda não houve transmissão de humano para humano e o risco para o público em geral é considerado baixo.
Tedros enfatizou a importância de fortalecer os sistemas de vigilância internacional e pediu que todos os países melhorem a notificação de casos de gripe aviária em animais e humanos. Além disso, ele fez um apelo para que as nações compartilhem amostras e sequências do vírus H5N1 com os centros colaboradores da OMS em todo o mundo.
A OMS também destacou a necessidade de oferecer proteção aos trabalhadores de fazendas e estabelecimentos similares que possam estar expostos ao vírus, ampliar pesquisas sobre a gripe aviária e promover uma cooperação mais estreita entre os setores de saúde humana e animal.
Em um caso recente, a OMS confirmou a primeira morte pela variante H5N2 da gripe aviária no México. O paciente, de 59 anos, não tinha histórico de exposição a aves ou outros animais, mas acabou falecendo devido a complicações da doença. Este foi o primeiro caso de infecção em humano confirmado em laboratório em todo o mundo.
Diante desse cenário, a OMS reforça a importância da vigilância contínua e do trabalho conjunto entre os países para prevenir a propagação da gripe aviária e proteger a saúde pública global.









