BRASIL – Reitores de institutos federais pressionam Congresso por aumento orçamentário para rede de ensino técnico em benefício de estudantes carentes.

Reitores de institutos federais, CEFETs e do Colégio Pedro II estão mobilizados em busca de uma recomposição orçamentária para o ano de 2025, visando beneficiar a rede de ensino técnico do país. Atualmente, mais de 1,5 milhão de estudantes estão matriculados nessas instituições, sendo a maioria deles provenientes de famílias de baixa renda, com renda de até dois salários mínimos por mês. Além disso, a maioria dos estudantes é composta por mulheres e negros, conforme dados da Plataforma Nilo Peçanha, do Ministério da Educação.

O presidente do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), Elias Monteiro, destacou a importância dos recursos financeiros para garantir a permanência e o sucesso dos estudantes nas instituições federais. O foco principal para o ano de 2025 é a questão da alimentação escolar, com a demanda de um aporte de R$ 1,1 bilhão para garantir que todos os alunos recebam pelo menos uma refeição quente durante o dia nas unidades de ensino.

Durante a terceira Marcha de Dirigentes dos Institutos Federais por mais Orçamento para a Rede de Ensino, realizada recentemente, aproximadamente 30 reitores se reuniram com lideranças parlamentares em busca de apoio para garantir um orçamento robusto às instituições federais. A preocupação dos gestores é recorrente, uma vez que o orçamento da rede tem sofrido cortes desde 2016, impactando diretamente na qualidade do ensino oferecido.

O investimento na infraestrutura das universidades e institutos, anunciado pelo governo federal, também é uma medida importante para melhorar as condições de ensino. Com um total de R$ 5,5 bilhões previstos no novo PAC, o governo busca garantir a qualidade e a expansão da rede de ensino público.

Diante do cenário desafiador, os reitores esperam contar com o apoio do Congresso Nacional para garantir a destinação adequada de recursos às instituições federais, a fim de assegurar o pleno funcionamento e a permanência dos estudantes. A luta pela valorização da educação técnica e profissional no país continua, com a mobilização dos gestores e o apoio da sociedade civil em prol de uma educação pública de qualidade.