BRASIL – Conflito entre Israel e o Hamas agravam risco de fome na Faixa de Gaza, alerta monitor global de segurança alimentar

O conflito entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza continua a causar um alto risco de fome persistente na região, de acordo com um monitor global da fome. Mais de 495 mil pessoas, o que representa mais de um quinto da população de Gaza, estão enfrentando o nível mais grave e catastrófico de insegurança alimentar, segundo a última classificação Integrada de Fases da Segurança Alimentar (IPC).

A situação tem sido agravada pela ofensiva de Israel na cidade de Rafah, ao sul de Gaza, desde o início de maio, assim como por outras hostilidades e deslocamentos que têm ocorrido nas últimas semanas. Essas ações têm levado a uma nova deterioração no acesso humanitário e na capacidade de fornecer assistência às populações afetadas.

O aumento das entregas de alimentos e serviços de nutrição ao norte de Gaza em março e abril parece ter impactado positivamente na redução da gravidade da fome nessa área, onde anteriormente se projetava que a fome era provável.

No entanto, o fechamento da passagem na fronteira de Gaza com o Egito, devido à ofensiva de Rafah, tem sido um obstáculo significativo para a entrega de alimentos e outros suprimentos essenciais, assim como para a retirada de civis gravemente doentes ou feridos. Além disso, as interrupções na passagem israelense próxima de Kerem Shalom também têm causado impactos negativos no acesso humanitário na região.

O relatório divulgado destaca que o espaço humanitário na Faixa de Gaza está cada vez mais restrito e a capacidade de fornecer assistência à população está diminuindo. A situação é descrita como negativa e altamente instável, colocando em risco a vida e o bem-estar de milhões de pessoas na região.

Diante desse cenário, é urgente a necessidade de ações para garantir o acesso humanitário e a assistência às populações afetadas pela fome e pelo conflito em Gaza. A comunidade internacional deve buscar soluções diplomáticas e de cooperação para aliviar o sofrimento e promover a estabilidade na região.