BRASIL – “Sensor brasileiro detecta coliformes fecais na água em 20 minutos: Tecnologia promete revolucionar monitoramento da qualidade”

Pesquisadores brasileiros alcançaram um marco significativo no monitoramento da qualidade da água ao desenvolverem um sensor de fibra óptica nano-biotecnológico capaz de detectar a contaminação por coliformes fecais em apenas 20 minutos. Liderado pelo renomado professor Marcelo Werneck, do Instituto Coppe/UFRJ, o estudo se destaca não apenas pela rapidez de detecção, mas também pela sensibilidade, baixo custo e facilidade de fabricação. Financiado pela Faperj, a pesquisa foi publicada na revista Polymers.

Enquanto métodos tradicionais podem levar, muitas vezes, até dois dias para fornecer resultados, essa nova tecnologia oferece uma solução rápida e eficaz em um momento crítico de escassez global de fontes de água limpa. Werneck explicou que o sensor de fibra óptica funciona de maneira semelhante às utilizadas em telecomunicações, mas com fibras ópticas plásticas, mais acessíveis e fáceis de manipular. Essas fibras transmitem feixes de luz dentro do dispositivo e qualquer alteração em sua superfície afeta a intensidade da luz recebida na outra extremidade, permitindo a detecção de mudanças microscópicas, como as causadas por bactérias.

Os pesquisadores conseguiram detectar bactérias Escherichia coli na água ao fixarem anticorpos específicos na superfície da fibra, utilizando nanopartículas de ouro. Essa abordagem de nanotecnologia permitiu aumentar significativamente a sensibilidade do resultado, resultando em um dispositivo capaz de operar com alta seletividade. O objetivo da equipe agora é desenvolver um protótipo final móvel e portátil, permitindo medições diretas em locais suspeitos de contaminação.

Na próxima etapa da pesquisa, os cientistas estudarão a durabilidade da fibra óptica funcionalizada com anticorpos e buscarão aumentar ainda mais a sensibilidade do sensor. Werneck ressaltou que a vantagem da fibra óptica é sua propriedade isolante, o que é crucial na área elétrica. Além disso, a portabilidade do sensor permite análises rápidas em campo, eliminando a necessidade de transportar amostras para laboratório.

Os pesquisadores agora estão focados em converter o equipamento de laboratório em um dispositivo de campo portátil e resistente, permitindo medições precisas e ágeis em locais remotos. Com planos para aprimorar a tecnologia e torná-la ainda mais compacta e sensível, a equipe espera disponibilizar o produto final ainda este ano. Este avanço inovador na detecção de contaminação por coliformes fecais na água representa um passo significativo na preservação da saúde pública e no monitoramento ambiental.