
BRASIL – Justiça determina reintegração de posse do terreno do antigo Museu do Índio, ocupado por famílias indígenas no Rio de Janeiro.
Segundo informações do advogado Arão da Providência, representante dos indígenas da Aldeia Maracanã, o espaço tem sido ocupado por representantes de povos originários desde 2006, com autorização da União, que era a proprietária do imóvel antes da ocupação. No entanto, durante os preparativos para a Copa do Mundo de 2014, o terreno foi requisitado pelo governo estadual, visando a derrubada do prédio como parte das obras de revitalização do estádio do Maracanã, que sediaria jogos da competição.
Em 2013, os indígenas e ativistas dos direitos humanos que os apoiavam foram retirados do local em uma operação da Polícia Militar. Após os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, as famílias retornaram e reocuparam a área. A recente decisão judicial de reintegração de posse seria, na realidade, o cumprimento de uma sentença anterior, porém, o advogado alega que há problemas no processo e recorreu ao STJ e ao CNJ.
Um dos pontos controversos levantados pelo advogado é a falta de intimação de todas as 23 lideranças indígenas que viviam no local em 2013. Além disso, ele destaca que, no processo de 2013, o estado do Rio de Janeiro solicitou a reintegração de posse de apenas parte do terreno, enquanto, agora, pleiteia a posse de toda a área.
Por sua vez, o governo estadual informou, por meio de nota, que possui uma decisão judicial favorável desde 2016 para a posse do imóvel ocupado irregularmente. O estado aguarda a determinação judicial para tomar as medidas necessárias visando a reintegração do imóvel. A situação envolvendo a Aldeia Maracanã continua gerando polêmica e promete novos desdobramentos nos próximos dias.









