
BRASIL – Ex-presidentes da América Latina alertam para avanço de movimentos autoritários e novos riscos à democracia na região.
Os ex-presidentes destacaram a crise política e de valores democráticos que tem sido observada em diversos países latino-americanos. Alberto Fernández apontou para a crescente percepção das desigualdades sociais e econômicas como um dos motivos que têm levado parte da população a se afastar das instituições democráticas. O ex-presidente mexicano Calderón reforçou a importância de se priorizar os valores humanos e sociais em detrimento da exploração econômica dos recursos naturais.
Para Laura Chinchilla, ex-presidente da Costa Rica, a crise na democracia não é exclusiva da América Latina, mas sim um problema global. Ela enfatizou a necessidade de repensar o conceito de democracia, tornando-o mais participativo e capaz de atender às demandas dos cidadãos. Jorge Quiroga, por sua vez, alertou para a urgência de cooperação entre os países para enfrentar desafios como as mudanças climáticas e as ameaças existenciais que o mundo enfrenta.
Juan Manuel Santos, ex-presidente da Colômbia e ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2016, destacou a importância de uma liderança comprometida com a paz e capaz de construir um futuro sustentável para as gerações futuras. Ele ressaltou a complexidade e a necessidade de longo prazo para a construção da paz, em contraste com a abordagem mais direta da guerra.
Os ex-presidentes concordaram que é fundamental que as autoridades em cada país estejam atentas aos desafios enfrentados pela democracia e se comprometam com valores como a cooperação, a igualdade e a participação cidadã para garantir um futuro democrático e pacífico para a região e para o mundo.









