
ALAGOAS – Operação Blindstop: Autoridades cumprem mandados contra organização acusada de sonegação fiscal em Alagoas e São Paulo.
A Orcrim interestadual, como era chamada a organização criminosa investigada, operava através de alterações societárias empresariais, utilizando interpostas pessoas, incluindo indivíduos falecidos, e emitindo notas fiscais fraudulentas. O esquema visava fraudar a fiscalização tributária e sonegar impostos estaduais, totalizando um montante de R$ 17,02 milhões em Alagoas e R$ 1,14 milhão em São Paulo.
Os 14 integrantes da Orcrim foram denunciados no final de abril e a denúncia foi recebida pela 17ª Vara Criminal da Capital no dia 10 de junho. Dentre os acusados, oito residiam em Alagoas, três em Pernambuco, dois em São Paulo e um na Paraíba. Além disso, a organização atuava em conjunto com empresas localizadas em Pernambuco e São Paulo, utilizando irregularmente cerca de R$ 82 milhões em notas fiscais falsas.
O Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e à Lavagem de Bens propõe a condenação dos envolvidos por crimes como Organização Criminosa, Sonegação Fiscal, Falsificação de Documentos, Falsidade Ideológica e Lavagem de Bens. Além disso, busca que os réus sejam responsabilizados com multas e reparações no valor aproximado de R$ 36 milhões em favor do povo de Alagoas, de acordo com a lei 12.846/13.
A operação Blindstop recebeu esse nome justamente por representar um ponto cego para os órgãos de fiscalização, devido à complexidade e dificuldade de controle das atividades da organização criminosa. A ação conjunta entre as autoridades estaduais e o Ministério Público evidencia a importância do combate à sonegação fiscal e à criminalidade organizada no estado.









