
BRASIL – Presidente eleita do México, Claudia Sheinbaum, adia decisão sobre reformas constitucionais propostas por López Obrador, agitando os mercados.
A possibilidade de o partido de esquerda Morena, liderado por Sheinbaum, junto com seus aliados, conseguirem a maioria de dois terços necessária para aprovar as reformas sem oposição nas duas câmaras do Congresso mexicano provocou turbulências nos mercados locais ao longo da semana. Críticos das reformas alertam que elas poderiam minar a independência judicial, eliminar órgãos de supervisão essenciais e concentrar mais poder no Executivo.
De acordo com resultados preliminares citados pelo ministro do Interior, a coalizão formada por Morena, Partido Verde e Partido Trabalhista deve garantir 83 cadeiras no Senado, de um total de 128. Apesar de ainda ficar longe da maioria de dois terços exigida para alterar a constituição, o Morena pode fazer acordos com outros partidos para garantir os votos necessários.
Já na câmara baixa do Congresso, a coalizão governista de esquerda deve controlar a maioria esmagadora, com cerca de 372 assentos dos 500 disponíveis. A formação dessa supermaioria levanta preocupações sobre a concentração de poder nas mãos do governo.
Em meio a essa incerteza política, a presidente eleita reforçou a importância do diálogo e da avaliação das propostas antes de qualquer decisão ser tomada. O cenário político no México segue em constante evolução, com atores políticos e econômicos atentos aos desdobramentos futuros.(300 palavras)









