
BRASIL – “Ex-policial detalha execução de Marielle Franco em depoimento de delação premiada no Rio de Janeiro”
Nos depoimentos prestados, Lessa revelou detalhes sobre a preparação e a execução do crime. Ele testou a submetralhadora usada no assassinato para verificar o funcionamento do silenciador da arma e informou que os disparos foram feitos em um terreno dominado por uma milícia, com a arma sendo jogada em um córrego da região após o homicídio.
Além disso, Lessa admitiu ter monitorado a rotina da vereadora por três meses e enfrentado dificuldades iniciais para realizar o assassinato. Segundo ele, Marielle foi seguida até um bar, que era de difícil acesso, assim como sua residência. Após diversas tentativas frustradas, Lessa buscou outras alternativas para concretizar o crime.
Em um dos depoimentos, o ex-policial revelou que receberia um loteamento em troca da execução de Marielle, uma promessa feita por outro ex-policial envolvido no caso. Lessa também revelou que após o assassinato, foi para um bar assistir a um jogo do Flamengo, demonstrando frieza e naturalidade após cometer um crime tão brutal.
Os depoimentos divulgados complementam a primeira parte da delação, liberada anteriormente após a prisão dos envolvidos no caso. Lessa identificou os irmãos Brazão como mandantes do assassinato, apontando o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro Domingos Brazão e o deputado federal Chiquinho Brazão como responsáveis pelo homicídio da vereadora.
A defesa dos detidos nega as acusações e o caso continua a ser investigado pelas autoridades competentes. O desfecho desse triste episódio ainda está longe de ser concluído, mas os depoimentos de Ronnie Lessa trazem novas informações que podem ajudar a esclarecer os detalhes desse crime que chocou o país.









