
BRASIL – Parlamentares fiscalizam atividades da Empabra na Mina Granja Corumi após denúncias de atividade ilegal e impacto ambiental em BH
Atualmente, a extração mineral na área está proibida, porém, em outubro do ano passado, a Agência Nacional de Mineração (ANM) autorizou a retirada de 800 mil toneladas de minério já beneficiado e estocado no local. Essa movimentação chamou a atenção de moradores e ativistas locais, que questionaram se a empresa estava cumprindo as regulamentações ambientais vigentes.
Em uma vistoria realizada no mês passado pela prefeitura de Belo Horizonte, foram identificadas atividades irregulares na mina, levando à interdição total das operações da Empabra e à aplicação de multa por crime ambiental. A prefeitura constatou diversas irregularidades, incluindo a retirada de minério sem licenciamento adequado.
A Mina Granja Corumi existe desde a década de 1950 e, em 1990, a Serra do Curral foi tombada como patrimônio da cidade, o que resultou na redução das atividades no local. Em 2007, a Empabra se comprometeu com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) a elaborar um plano de recuperação da área degradada, devido às denúncias de riscos ao Parque Estadual da Baleia. No entanto, em 2018, as atividades da empresa foram temporariamente embargadas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) por descumprimento parcial do acordo.
A Empabra alegou que a retirada do minério estocado era necessária para evitar novos danos ambientais. A empresa afirmou que desde 2013 a área estava sob controle da Green Metals, com o objetivo de recuperar a região e criar um corredor ecológico entre o Parque Estadual da Baleia e o Parque das Mangabeiras. A companhia afirmou que a paralisação das atividades gerou novos problemas, como erosões e acúmulo de materiais.
Em resposta às acusações, a Empabra protocolou um Plano de Fechamento da Mina em abril de 2024, com o intuito de transformar a área em um espaço público integrado à natureza. A mineradora se comprometeu a realizar ações de restauração e preservação da biodiversidade no local.
Diante da gravidade das irregularidades encontradas, a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da ALMG continuará acompanhando de perto a situação para garantir que a Empabra cumpra com as normas ambientais estabelecidas. A preservação do meio ambiente e a proteção dos patrimônios naturais de Minas Gerais são prioridades para os parlamentares envolvidos.









