Suspeito de envolvimento na morte de Luciano Araújo se apresenta à polícia, mas nega participação no crime em Maceió.

Na última terça-feira (4), um dos suspeitos de envolvimento no assassinato do jovem Luciano Araújo da Silva, conhecido como “Cremosinho”, se apresentou na sede da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) em Maceió. Acompanhado de um advogado, o suspeito prestou depoimento à Polícia Civil. Ele admitiu ser o proprietário do carro Renault Sandero apreendido próximo ao local do crime, porém negou qualquer participação no homicídio.

Durante o depoimento, o suspeito alegou que não conhecia a vítima e afirmou que estava nas proximidades do crime consumindo bebidas alcoólicas sozinho. O celular do suspeito foi apreendido para análise pericial, enquanto a polícia se empenha em identificar os outros três autores materiais do assassinato, bem como o possível autor intelectual. Além disso, a hipótese de uma desavença relacionada a questões trabalhistas também está sendo investigada.

A delegada responsável pelo caso ressaltou que, apesar do suspeito negar conhecer “Cremosinho”, ambos atuavam no ramo da construção civil, levantando suspeitas adicionais. O fato curioso é que o suspeito trabalha como motorista de Uber e também na construção civil, mesma profissão desempenhada pela vítima, que atuava como pintor.

A linha de investigação relacionada a possíveis conflitos por questões trabalhistas ganha mais força com a existência de áudios e vídeos ameaçadores supostamente enviados pelo ex-chefe de “Cremosinho”. Os arquivos digitais serão periciados para verificar sua autenticidade.

Tanto o suspeito quanto a vítima não possuem antecedentes criminais, e a polícia agora busca identificar os demais possíveis envolvidos no crime. Os depoimentos de familiares de “Cremosinho” também serão anexados ao inquérito policial, que segue em andamento. Até o momento, nenhum suspeito foi detido. A equipe continua realizando diligências, ouvindo testemunhas e familiares, analisando celulares e coletando imagens de câmeras de segurança na região onde ocorreu o homicídio.