BRASIL – Ministro da Fazenda levará “abraço do presidente Lula” ao papa Francisco para discutir taxação dos super-ricos

Nesta última terça-feira (4), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deu início à sua visita à Itália, onde se reunirá com o papa Francisco para discutir a taxação dos super-ricos. Em uma coletiva de imprensa, Haddad afirmou que levará um abraço do ex-presidente Lula ao pontífice e também irá informá-lo sobre os problemas enfrentados pelo Brasil.

A reunião com o papa Francisco está agendada para esta quarta-feira (5) às 7h30 no horário do Vaticano, o que corresponde às 2h30 em Brasília. Antes do encontro com o pontífice, Haddad se encontrou com o ministro das Finanças da Espanha, Carlos Cuerpo, na embaixada brasileira em Roma.

Além da taxação dos super-ricos, o ministro brasileiro pretende abordar temas como a tragédia climática no Rio Grande do Sul e o endividamento dos países mais pobres. Haddad destacou a importância de países como a França e a Espanha manifestarem apoio à proposta de taxação dos super-ricos, ressaltando que é necessário um sistema tributário global mais justo.

Após a audiência com o papa, Haddad participará de uma conferência sobre a crise da dívida no Sul Global, onde irá enfatizar o compromisso do Brasil em buscar soluções para a questão. O Fundo Monetário Internacional alerta que nove dos 68 países de menor renda não conseguem pagar a dívida externa, enquanto 51 correm risco de entrar em moratória.

Durante a visita, Haddad também reiterou seu apoio ao acordo entre o Mercosul e a União Europeia, destacando a importância não apenas do aspecto econômico, mas também dos valores compartilhados, como a defesa da democracia. No entanto, a ratificação do acordo enfrenta obstáculos, principalmente devido à oposição de agricultores europeus.

Diante do cenário complexo, a visita de Haddad à Itália se mostra crucial para fortalecer laços diplomáticos, obter apoio internacional para a taxação dos super-ricos e buscar soluções para questões urgentes como a dívida dos países mais pobres e a ratificação do acordo Mercosul-UE. A expectativa é de que a viagem do ministro seja produtiva e contribua para a busca de soluções globais para problemas prementes.