
BRASIL – Estudo brasileiro revela benefícios de exercícios físicos para pacientes idosos com câncer em estágio avançado durante tratamento
Durante 12 semanas, os pacientes, diagnosticados com câncer de mama, genitourinário e pulmonar, participaram de um programa de atividades que incluiu exercícios de resistência e aeróbicos de 3 a 5 horas semanais, distribuídos ao longo de 4 a 6 dias por semana. Como resultado, os pacientes experimentaram uma redução significativa nos níveis de depressão e ansiedade, além de melhorias em sua condição física, incluindo a redução de dores, fadiga e náuseas. Os exercícios também foram apontados como uma forma de minimizar os efeitos colaterais do tratamento do câncer.
O Dr. Paulo Bergerot, oncologista responsável pelo estudo, destacou a importância de incentivar os pacientes, independentemente da idade ou estágio da doença, a manterem-se fisicamente ativos e engajados em práticas de exercícios. Ele ressaltou que a recomendação deve ser monitorada pelo médico responsável pelo caso e reforçou a necessidade de desenvolver programas de atividades físicas personalizados e acessíveis para a população idosa.
Além disso, um outro estudo apresentado no evento relacionou os cuidados paliativos com a redução do número de mortes em unidades de terapia intensiva (UTIs) em hospitais de alta complexidade em países em desenvolvimento. Os cuidados paliativos são focados em aliviar a dor e o sofrimento dos pacientes, melhorar sua qualidade de vida e apoiar seus familiares durante e após o tratamento, especialmente em casos irreversíveis.
A pesquisa envolvendo 171 pacientes do Hospital Marcos Moraes, no Rio de Janeiro, mostrou que aqueles incluídos nos cuidados paliativos tiveram uma taxa de óbito de apenas 38%, considerada baixa para pacientes com doenças em estágio terminal. A coordenadora do estudo, Cecília Emerick Mendes, enfatizou a importância dos cuidados paliativos como uma abordagem multidisciplinar para aliviar o sofrimento completo do paciente e de seus familiares.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas 14% dos pacientes que necessitam de cuidados paliativos ao redor do mundo têm acesso a esse tipo de assistência. Os estudos apresentados reforçam a importância de considerar abordagens mais holísticas e personalizadas no tratamento de pacientes com câncer em estágios avançados, ressaltando a necessidade de uma abordagem mais ativa e aberta para lidar com essas situações delicadas.









