
BRASIL – Aumento dos casos de coqueluche preocupa autoridades de saúde em São Paulo, com 32 registros na capital neste ano.
A cobertura vacinal para a coqueluche é um dos pontos monitorados de perto pelas autoridades de saúde. A vacina pentavalente, que previne não apenas a coqueluche, mas também difteria, tétano, hepatite B e Haemophilus influenzae B, teve uma cobertura de 90,42% em menores de 1 ano na capital no ano passado. A importância da imunização é destacada como uma forma eficaz de prevenção da doença, que é causada pela bactéria Borderella e pode ser fatal em casos mais graves, especialmente em crianças.
A transmissão da coqueluche tende a ser mais intensa em épocas de clima ameno ou frio, como primavera e inverno, quando as pessoas passam mais tempo em ambientes fechados. A doença é altamente contagiosa e pode gerar até 17 casos secundários a cada infecção. Em comparação com outras doenças, como sarampo e varicela, a coqueluche apresenta um alto potencial de transmissão, sendo muito mais contagiosa do que a covid-19.
Para o infectologista Francisco Ivanildo de Oliveira, gerente médico do Sabará Hospital Infantil, o aumento nos casos de coqueluche está relacionado, em grande parte, à baixa cobertura vacinal. Ele ressalta a importância de garantir a imunização não apenas das crianças, mas também das gestantes, que podem transmitir anticorpos para os bebês. A vacinação é apontada como a medida mais segura e eficaz para reduzir os casos de doenças imunopreveníveis, como a coqueluche.
Diante desse cenário preocupante, as autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação como uma forma de prevenção e controle da coqueluche. A conscientização da população sobre a necessidade de manter as vacinas em dia e o apoio às campanhas de imunização são fundamentais para combater a propagação da doença e proteger a saúde da população paulista.









