
BRASIL – “Segunda emissão de títulos soberanos sustentáveis do Brasil financiará projetos de economia circular e saneamento”
A distribuição interna dos recursos a serem arrecadados no mercado externo foi detalhada no relatório, porém sem estimativas de valores. A intenção do governo é repetir o sucesso da primeira operação, que levantou cerca de US$ 2 bilhões, aproximadamente US$ 10 bilhões pela cotação atual. Os recursos obtidos serão destinados a nove segmentos, sendo sete ligados ao meio ambiente e dois à área social, com sublimites mínimos e máximos de divisão de recursos para cada segmento.
Na primeira emissão, realizada na bolsa de Nova York em novembro do ano passado, os projetos de transporte limpo e energia renovável foram priorizados. Já nesta segunda emissão, a inclusão do segmento de economia circular reflete um novo foco de investimento. Além disso, houve uma redução no percentual máximo destinado aos projetos de combate à pobreza em relação à primeira emissão.
Os recursos arrecadados com os títulos verdes serão utilizados para financiar a reconstrução no estado do Rio Grande do Sul, de acordo com o Tesouro Nacional. No entanto, a inclusão de novos projetos poderá ser feita caso sejam demonstradas conformidade com a legislação que rege a emissão de títulos sustentáveis.
Com a intenção de realizar uma segunda emissão ainda neste ano, o Tesouro Nacional pretende manter a taxa de retorno para os investidores estrangeiros entre 6,15% e 8% ao ano. Esta taxa é a mesma do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, que recebe parte dos recursos das emissões dos títulos. A data exata da nova emissão dependerá das condições do mercado internacional. Embora a primeira emissão tenha sofrido atrasos, o Tesouro conseguiu captar os recursos necessários com sucesso.









