
BRASIL – Estados do sul enfrentam enchentes históricas e seguradoras recebem mais de 23 mil comunicados de sinistros causados pelas fortes chuvas.
Em entrevista coletiva, o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, ressaltou que grande parte dos segurados ainda não reportou os sinistros, uma vez que estão priorizando questões relacionadas à sobrevivência e proteção de seus bens. Oliveira destacou que a área afetada pelos temporais é extensa e possui uma densa concentração populacional, o que deverá resultar no maior conjunto de indenizações já pagas pelo setor segurador no Brasil em decorrência de um único evento.
As seguradoras estão agilizando os procedimentos para o pagamento das indenizações mais simples, com muitas delas realizando os pagamentos em até 48 horas e dispensando vistorias e auditorias. Segundo os dados fornecidos pelas seguradoras à CNseg, os setores residencial/habitacional, automotivo e agrícola são os mais afetados, totalizando mais de R$ 840 milhões em pagamentos previstos.
Oliveira explicou que os seguros contra grandes riscos, especialmente os empresariais, de transporte e de engenharia, estão entre os mais difíceis de avaliar no momento devido às estruturas alagadas e que será necessário esperar o recuo das águas para avaliar os danos. Ele ressaltou que, apesar da dimensão dos prejuízos, o risco de o sistema de seguros não dispor de recursos para pagar as indenizações é mínimo devido à distribuição dos custos entre um grande número de empresas.
Diante da situação caótica provocada pelos temporais, as empresas seguradoras estão adotando medidas como o adiamento dos vencimentos dos contratos e o reforço das equipes de atendimento, demonstrando um comprometimento significativo com a população do Rio Grande do Sul. Oliveira enfatizou a importância do setor segurador em auxiliar os afetados pelos desastres naturais e garantir que as indenizações sejam efetuadas de forma ágil e eficaz.









