
BRASIL – Entidades das universidades federais continuam greve e rejeitam acordo proposto pelo Ministério da Gestão em Serviços Públicos
No comunicado enviado na quarta-feira (22) pelo ministério, foi informado às entidades que as negociações com os professores das universidades e institutos federais estavam encerradas. O encontro marcado para a próxima segunda-feira (27) teria como objetivo a assinatura de um termo de acordo, sem margem para novas propostas. O presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), Gustavo Seferian, criticou a postura do governo ao encerrar unilateralmente as negociações e demonstrou a necessidade de continuar os diálogos.
A greve, que teve início em 15 de abril, ainda continua ativa em 59 universidades e mais de 560 colégios federais, de acordo com o balanço do Andes. A proposta do governo, apresentada em maio, prevê aumentos salariais escalonados para os professores até 2026, mas sem nenhum reajuste previsto para este ano, o que tem gerado insatisfação entre a categoria.
Os líderes do movimento alegam que há espaço no orçamento para acomodar as demandas dos professores e estão pressionando o governo a desbloquear recursos para recompor as perdas salariais dos últimos anos. A categoria espera que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva possa ajudar a destravar as negociações e apoiar as reivindicações dos trabalhadores.
Enquanto as negociações para os professores ainda estão em curso, as propostas para o pessoal técnico-administrativo também estão sendo discutidas, com aumento médio de 28% no período de 2023 a 2026. A greve continua e a expectativa é que haja uma nova rodada de conversas no início de junho para tentar chegar a um acordo satisfatório para ambas as partes. O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos afirma que as propostas apresentadas são finais e que o governo está aberto ao diálogo com as entidades representativas dos servidores da educação.









