
BRASIL – Comitê Executivo de Gestão estende medidas antidumping para barrar importação desleal de aço da China com adulteração de componentes.
Segundo informações da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex-Mdic), entre os anos de 2013 e 2019, já havia sido aplicada uma sobretaxa de US$ 629,44 por tonelada para esses produtos. No entanto, foi constatado que artifícios estavam sendo utilizados para burlar essa medida, o que resultou em um aumento de 500% das importações nos últimos anos.
Após uma investigação que durou seis meses, a Secex concluiu que as importações dos aços modificados tinham como único objetivo contornar a eficácia da medida antidumping em vigor. Diante desse cenário, o governo recorreu à legislação de combate à circunvenção para estender o antidumping aos novos produtos.
A tarifa antidumping, autorizada pela Organização Mundial do Comércio (OMC), busca proteger a indústria nacional de práticas comerciais desleais, como a produção de produtos abaixo do custo. No caso do setor siderúrgico, o governo brasileiro tem adotado diversas medidas nos últimos meses para combater a ociosidade nas empresas do ramo, como a restauração de tarifas de importação para cinco itens e a imposição de cotas de importação para 11 produtos de aço, com taxação de 25% sobre o que exceder os limites.
Como resultado das ações do governo, as siderúrgicas brasileiras anunciaram planos de investir R$ 100,2 bilhões no país nos próximos cinco anos. De acordo com o Instituto Aço Brasil, nos primeiros três meses deste ano, o Brasil importou cerca de 1,3 milhão de toneladas de aço, registrando um aumento de 25,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse cenário ressalta a importância das medidas adotadas para proteger a indústria nacional e estimular o crescimento do setor siderúrgico brasileiro.









