
BRASIL – Chuvas devastadoras atingem museus no Rio Grande do Sul: 50 instituições afetadas e equipes de voluntários trabalham na recuperação dos acervos
Equipes da secretaria, juntamente com os funcionários dos museus afetados, têm realizado um trabalho árduo para resgatar os acervos danificados. Além disso, voluntários cadastrados a partir de uma convocação pública têm se juntado às equipes de resgate. Até o momento, mais de 480 pessoas se inscreveram para auxiliar na recuperação das instituições culturais, sendo que a maioria são técnicos e especialistas na área de patrimônio.
O apoio internacional também tem sido fundamental nesse momento delicado. Instituições de outras partes do Brasil e do exterior têm oferecido orientações especializadas, como formas de resgatar peças sujas de lama, procedimentos de higienização e secagem de objetos. Inclusive, os documentos do Museu Estadual do Carvão do Rio Grande do Sul foram levados para um congelador de um frigorífico para preservação após a inundação.
A coordenadora do Sistema Estadual de Museus, Doris Couto, destaca a importância de retirar as peças dos locais afetados assim que as águas baixarem. Ela ressalta que todo tipo de acervo pode ser restaurado e que a orientação técnica é fundamental nesse processo de recuperação.
Diversas instituições icônicas como o Museu de Arte do Rio Grande do Sul, a Casa de Cultura Mario Quintana e o Memorial do Rio Grande do Sul foram afetadas pelas enchentes. Salas da Cinemateca Paulo Amorim ficaram inundadas, danificando equipamentos e mobiliário. A Livraria Taverna, localizada no térreo da Casa de Cultura Mario Quintana, também sofreu danos significativos.
Essa tragédia climática no Rio Grande do Sul já deixou mais de 160 mortos e aproximadamente 647 mil pessoas desabrigadas. A solidariedade e o engajamento de voluntários, tanto locais quanto internacionais, têm sido essenciais para minimizar os impactos dessa catástrofe natural que afetou milhões de pessoas em toda a região.









