
BRASIL – Alesp aprova projeto de escolas cívico-militares em SP sob protestos e prisões de manifestantes, gerando polêmica e críticas.
O principal objetivo do projeto é melhorar a qualidade do ensino, medida pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Além disso, está prevista a inserção de atividades cívicas e de cidadania no currículo, com atividades extracurriculares conduzidas pela Secretaria de Segurança Pública. Cada escola participante do programa deverá ter pelo menos um policial militar da reserva para auxiliar na implementação das propostas.
De acordo com o secretário estadual de Educação, Renato Feder, a implantação das escolas cívico-militares busca enfrentar a violência e promover a cultura da paz nas instituições de ensino. No entanto, especialistas como a professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília, Catarina de Almeida Santos, questionam a aplicabilidade desse modelo. Para Santos, trazer profissionais da área de segurança pública ou militar para cuidar de processos educativos pode não trazer benefícios pedagógicos efetivos, uma vez que esses profissionais não possuem formação específica para lidar com questões educacionais.
A aprovação do projeto na Alesp foi marcada por protestos, com a Polícia Militar reprimindo manifestantes no local. Oito pessoas foram presas, sendo que dois menores foram liberados na terça-feira e os adultos foram encaminhados para audiência de custódia. Entidades estudantis como a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (Anpg) divulgaram notas pedindo a liberação dos detidos e criticando a violência utilizada pela polícia durante os protestos.
A implementação das escolas cívico-militares em São Paulo tem gerado debate e controvérsia, com defensores e críticos expressando suas opiniões sobre o modelo proposto. A busca pela melhoria da qualidade da educação no estado é um ponto em comum, mas as divergências sobre a forma como isso deve ser alcançado ainda persistem.









