BRASIL – Intenção de Consumo das Famílias avança em maio e atinge zona de satisfação, impulsionada pela melhora do acesso ao crédito

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) teve um avanço de 1,3% no mês de maio, conforme foi divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) nesta terça-feira (21). Esse é o segundo mês consecutivo em que o índice registra resultados positivos, indicando um cenário de crescimento no consumo das famílias brasileiras.

Todos os componentes que compõem o índice apresentaram alta, resultando em um aumento de 6,4% na comparação com maio de 2023. A ICF atingiu 102,9 pontos, mantendo-se na zona de satisfação desde agosto do ano passado.

Um dos fatores que impulsionaram esse crescimento foi o aumento na satisfação dos consumidores em relação ao acesso ao crédito. A redução da taxa Selic contribuiu para que 31,4% dos entrevistados considerassem mais fácil obter crédito, o maior percentual desde abril de 2020.

A pesquisa também analisou o impacto da renda na intenção de consumo das famílias. Tanto para as famílias com renda abaixo de dez salários mínimos quanto para aquelas com renda acima deste patamar, houve um aumento na ICF, sendo mais expressivo entre as famílias de menor renda.

O economista-chefe da CNC, Felipe Tavares, destacou a influência da queda nas taxas de juros na confiança dos consumidores, especialmente para a compra de bens duráveis. Esse setor foi o que mais apresentou crescimento na avaliação dos consumidores sobre as condições de compra, com um aumento de 18,1% na variação anual.

Além disso, o mercado de trabalho vem contribuindo de forma positiva para o consumo, com um avanço de 1,6% no primeiro trimestre do ano. Com o acesso ao crédito facilitado e a perspectiva de emprego positiva, as famílias demonstraram uma avaliação favorável em relação ao nível de consumo atual e às expectativas futuras.

Dessa forma, a conjuntura econômica atual indica um cenário promissor para o consumo das famílias, impulsionado pelo acesso mais facilitado ao crédito, melhores condições de emprego e a confiança dos consumidores.