BRASIL – Escolas de Porto Alegre retomam aulas após chuvas: mais de 100 unidades já funcionam, impactando 378 mil estudantes no RS

Após três semanas de intensas chuvas que assolaram o Rio Grande do Sul, os estudantes de 36 escolas de Porto Alegre estão se preparando para retomar as aulas. De acordo com a prefeitura da cidade, 18 escolas da rede municipal estão programadas para retomar as atividades nesta segunda-feira (20), outras 14 unidades na terça-feira (21) e quatro escolas na quarta-feira (22).

A Secretaria Municipal de Educação determinou que o retorno às aulas ocorra somente nas escolas que não foram diretamente impactadas pelas cheias e que possuam abastecimento de água e energia elétrica adequados. A lista das escolas autorizadas a retomar as atividades pode ser conferida no site oficial da prefeitura.

José Paulo da Rosa, secretário de Educação, destacou que mais de 100 escolas conveniadas à prefeitura também voltarão a funcionar na segunda-feira. Aproximadamente metade dos alunos estão aptos a retornar às aulas normalmente, enquanto os servidores diretamente afetados pelas enchentes permanecerão dispensados até novo aviso.

A recomendação da secretaria é que, neste primeiro momento, as escolas ofereçam atividades lúdicas e recreativas, garantam o acolhimento e a alimentação dos estudantes. A ausência dos alunos atingidos pelas cheias será justificada, e as escolas que sofreram danos estruturais permanecerão fechadas.

No âmbito estadual, das 2.340 escolas estaduais do Rio Grande do Sul, 1.680 já retomaram as aulas, representando 71,7% do total. As demais continuam sem previsão de retorno, sendo que 86 escolas se tornaram abrigos devido às condições desfavoráveis causadas pelas enchentes em 248 municípios.

Diante desse cenário de caos educacional provocado pelas chuvas, o Ministério da Educação (MEC) concedeu dispensa às escolas de ensino fundamental, médio e superior para cumprimento do mínimo de dias efetivos de trabalho, desde que seja respeitada a carga horária anual mínima. Para a educação infantil, a dispensa é referente aos dias efetivos e à carga horária mínima exigida. A prioridade agora é reconstruir e recuperar o sistema educacional afetado pelas condições climáticas adversas.