
BRASIL – Operação Taquari 2: Um esforço de guerra para combater as enchentes no Rio Grande do Sul
Com mais de 20 mil homens e mulheres das Forças Armadas envolvidos diretamente na operação, sendo metade desse contingente do Exército, a mobilização é descrita como um esforço de guerra inédito, exigindo grande coordenação em todos os níveis. Segundo Paiva, a resposta está à altura do estrago causado pelo desastre natural que afetou 435 municípios gaúchos.
As operações de resgate aéreo também estão sendo realizadas em larga escala, com mais de 650 horas de voo para socorrer pessoas em situação de risco. O tenente-brigadeiro do ar Marcelo Damasceno destacou que já foram realizados mais de 2.167 resgates aéreos e evacuações com urgência médica, algo inédito na história do país.
A Força Aérea Brasileira (FAB) também assumiu a responsabilidade logística de entrega de donativos, arrecadando 1.749 toneladas de doações distribuídas entre Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, com 132 toneladas já entregues. O fluxo de entrega continuará diariamente enquanto durar a operação.
Por sua vez, a Marinha enviou o Navio-Aeródromo Multipropósito Atlântico para ajudar no litoral do Rio Grande do Sul, com embarcações e estações móveis para tratamento de água. O navio também conta com um complexo médico a bordo e está preparado para atuar na desobstrução das vias de acesso.
No entanto, durante a coletiva, o ministro da Defesa alertou sobre a disseminação de fake news nas redes sociais, que estão descredibilizando a atuação das forças de resgate e dos governos. José Múcio pediu um esforço conjunto contra a desinformação e revelou que a Polícia Federal e a Advocacia Geral da União estão investigando as fake news relacionadas às ações de socorro no Rio Grande do Sul.









