
Policial militar aposentado é condenado a quase 19 anos de prisão por homicídio em briga de trânsito no centro de Maceió.
O julgamento, que estava inicialmente marcado para o dia 22 de abril deste ano, foi adiado devido à ausência de três testemunhas consideradas cruciais pela defesa, e também pela necessidade de examinar o prontuário médico da vítima. O Tribunal do Júri, sediado no Fórum do Barro Duro e presidido pelo juiz José Braga Neto, foi responsável por avaliar o caso e decidir o destino do réu.
Segundo consta nos autos, a discussão no trânsito entre o acusado e Fábio escalou para um desentendimento físico, resultando na morte do motorista. Gedival alegou que agiu em legítima defesa ao interpretar que a vítima representava uma ameaça iminente. Durante o interrogatório, o réu expressou arrependimento e afirmou não ter tido a intenção de tirar a vida de Fábio.
A mãe de Fábio, Rosângela Joventino, manifestou alívio com a condenação de Gedival e ressaltou a importância do veredicto como exemplo preventivo para a sociedade. Ela destacou a natureza banal da discussão que resultou na tragédia e lamentou a perda irreparável de seu filho.
O promotor de Justiça, Napoleão Franco, contestou a alegação de legítima defesa putativa apresentada pela defesa do réu. Para ele, os fatos do caso não sustentam essa justificativa, visto que não havia provas concretas de que a vítima representava uma ameaça real. Franco enfatizou a gravidade dos dois tiros nas costas de Fábio como um indicativo de que a ação do acusado não foi justificável.
Diante do desfecho do julgamento, a sociedade se vê confrontada com uma dolorosa realidade: a violência que, muitas vezes, irrompe de conflitos triviais e resulta em consequências irreversíveis. A condenação de Gedival serve, assim, como um lembrete do valor da vida e das graves consequências de atos impensados.









