
BRASIL – Greves no Brasil em 2023: Mais de 1.100 paralisações registradas, com destaque para reajuste salarial como principal reivindicação
Uma das principais constatações do estudo é que a maioria das greves ocorreu na esfera pública do trabalho, demonstrando a insatisfação e a busca por melhorias por parte dos funcionários do setor público e das empresas estatais. O reajuste salarial se destacou como a principal reivindicação dos trabalhadores, seguido por questões relacionadas às condições de trabalho, saúde, segurança e cumprimento de direitos estabelecidos.
Apesar das privatizações que têm acontecido no país, elas não foram capazes de conter as mobilizações dos trabalhadores, mostrando que as mudanças na legislação trabalhista e os novos modelos de contratação não foram suficientes para conter a insatisfação dos empregados.
Entre os dados gerais levantados, destacam-se as 628 greves na esfera pública, que representaram 55,5% do total de paralisações, e as 488 greves na esfera privada, que totalizaram 43,1% do número de greves registradas. A duração das mobilizações variou, com a maioria delas encerrando no mesmo dia, mas cerca de 12% se estendendo por mais de 10 dias.
O estudo do Dieese também classificou as greves de acordo com suas reivindicações, sendo a defensiva a categoria mais comum, seguida pela propositiva e em protesto. O reajuste salarial foi apontado como a principal pauta dos trabalhadores, seguido por temas como cumprimento do piso salarial, pagamento de salários em atraso e melhorias nas condições de trabalho.
No que diz respeito aos resultados das paralisações, a imprensa conseguiu relatar que a maioria delas obteve algum tipo de êxito em suas reivindicações, seja de forma integral ou parcial. As negociações entre as partes envolvidas foram frequentes, mas em alguns casos foi necessário o envolvimento do poder Judiciário para a resolução dos conflitos.
Analisar as greves mês a mês revelou padrões interessantes, como a concentração de paralisações por atraso no pagamento de salários no início e no fim do ano, além do predomínio das greves do setor privado em determinados meses. Conforme o estudo, as mudanças na legislação trabalhista e as privatizações intensificadas recentemente não foram capazes de impedir as mobilizações dos trabalhadores, que continuam lutando por seus direitos e melhores condições de trabalho.









