
BRASIL – Distribuição descentralizada de soro antiofídico em terras indígenas busca reduzir riscos de morte e sequelas permanentes em acidentes com animais peçonhentos.
Essa descentralização tem como principal objetivo agilizar o atendimento às vítimas de acidentes com animais peçonhentos, como serpentes, reduzindo assim o tempo de socorro e, consequentemente, minimizando os riscos de morte e sequelas permanentes. Segundo a pasta ministerial, os distritos indígenas foram escolhidos como prioridade devido à sua maior vulnerabilidade, uma vez que os números apontam que essa população enfrenta um risco quatro vezes maior de sofrer um acidente desse tipo em comparação com outros grupos, além de apresentar uma letalidade seis vezes maior nesses casos.
A medida faz parte de uma estratégia mais ampla do governo federal para reestruturar o sistema de atendimento a acidentes com animais peçonhentos, especialmente na Região Norte do país, que concentra o maior número de casos e óbitos. Para garantir o sucesso desse processo, o Ministério da Saúde está investindo em caixas térmicas, freezers para transporte e armazenamento do soro antiofídico e no treinamento de profissionais de saúde.
No Dsei Yanomami, por exemplo, foram entregues cinco câmaras refrigeradas elétricas e dez câmaras refrigeradas solares para o armazenamento de imunobiológicos, enquanto o Dsei Leste Roraima recebeu cinco câmaras elétricas e 16 câmaras solares. Além disso, foram distribuídas centenas de caixas térmicas para transporte do soro antiofídico nessas regiões.
O Ministério da Saúde também está avaliando a possibilidade de aumentar o número de produtores credenciados para a fabricação do soro antiofídico, visando uma maior disponibilidade do medicamento. Atualmente, apenas um laboratório é responsável pela produção, mas a expectativa é que, até 2025, esse número aumente para três, expandindo assim a capacidade de atendimento e garantindo uma resposta mais eficiente em casos de emergência nas comunidades indígenas brasileiras.









