
Mulher se passava por médica veterinária e é indiciada por maus-tratos a animal em Maceió, após cirurgia de castração resultar em morte
De acordo com o delegado Robervaldo Davino, titular da Delegacia dos Crimes contra o Meio Ambiente e Proteção aos Animais, a tutora pagou apenas R$ 50 pelo procedimento, valor bem abaixo do praticado por profissionais habilitados. A mulher confessou que não possuía autorização para exercer a profissão de médica veterinária e foi indiciada pelo crime de maus-tratos com morte de animal.
Durante as investigações, a Polícia Civil verificou que a suspeita não possuía registro no Conselho Federal ou Regional de Medicina Veterinária. A falsa médica veterinária admitiu ter adquirido alguns conhecimentos na área após atuar como auxiliar de veterinário, porém não possuía qualificação para realizar procedimentos cirúrgicos.
O delegado ressaltou que a mulher não informou o local onde eram realizadas as cirurgias e que algumas testemunhas relataram ter pago por serviços veterinários bem-sucedidos anteriormente, sem suspeitar da fraude. As pessoas contratavam os serviços, a falsa médica veterinária buscava os animais em casa e os devolvia após os procedimentos, sem permitir visitas durante o processo.
A tutora da gata que faleceu prestou queixa à Polícia Civil, levando à investigação que resultou no indiciamento da infratora. O caso ilustra a importância de verificar sempre a qualificação profissional de quem realiza procedimentos médicos em animais, a fim de evitar situações de risco e proteger a saúde dos pets.









