
BRASIL – Trabalhadora doméstica é resgatada em condição semelhante à escravidão na zona oeste do Rio de Janeiro em operação conjunta.
A senhora trabalhava na casa há 15 anos, mas sua rotina era de extrema exploração. A trabalhadora não tinha folgas, descanso semanal ou férias. A sua autonomia era limitada e suas relações sociais se restringiam apenas ao círculo familiar e social dos empregadores. Mesmo com registro na carteira de trabalho e salário depositado em sua conta bancária, a trabalhadora não tinha controle sobre sua própria vida, já que até a senha de acesso à conta era compartilhada com o patrão.
Além disso, a trabalhadora sofria com sérios problemas de saúde, mas mesmo assim continuava trabalhando sem qualquer alteração em sua jornada exaustiva. O procurador do Trabalho, Thiago Gurjão, destacou que a situação em que a trabalhadora se encontrava era incompatível com uma existência plena e com o exercício de direitos fundamentais, configurando condições de vida e trabalho degradantes.
O empregador foi preso em flagrante pela Polícia Federal e assinou um termo de ajustamento de conduta (TAC) perante o MPT, comprometendo-se a pagar todos os direitos trabalhistas devidos à trabalhadora, além de indenização por danos morais e um valor mensal para garantir sua subsistência pelo resto da vida.
A trabalhadora está sendo acompanhada pela equipe do Projeto Ação Integrada da Cáritas Arquidiocesana no Rio de Janeiro em parceria com o MPT, visando garantir sua integridade e bem-estar após anos de exploração e privação de seus direitos trabalhistas e humanos. Este caso serve como alerta para a importância da fiscalização e combate ao trabalho escravo, mesmo em pleno século XXI.









