
BRASIL – “Petrobras anuncia descoberta de acumulação de petróleo em águas ultraprofundas na Bacia Potiguar, próximo à divisa entre Ceará e RN”
Essa não é a primeira vez que a Petrobras faz uma descoberta na Bacia Potiguar neste ano. A empresa já havia confirmado a presença de petróleo no Poço Pitu Oeste, que fica a cerca de 24 km de Anhangá. Ambas as descobertas ainda precisam passar por avaliações complementares, sendo que a Petrobras é a operadora de ambas as concessões e detém 100% de participação.
A exploração de petróleo na Margem Equatorial tem despertado preocupações entre grupos ambientais, que temem impactos à biodiversidade. No entanto, os poços Anhangá e Pitu Oeste estão localizados longe da foz do Rio Amazonas, que é considerada a região mais sensível.
A Margem Equatorial abrange o litoral brasileiro do Rio Grande do Norte ao Amapá, incluindo diversas bacias hidrográficas. É uma região geográfica com grande potencial no setor de óleo e gás. Como parte de seu Plano Estratégico 2024-2028, a Petrobras planeja investir US$ 3,1 bilhões em pesquisas na Margem Equatorial, com a expectativa de perfurar 16 poços nos próximos quatro anos.
Em maio do ano passado, o Ibama negou o pedido da Petrobras para realizar atividades de perfuração marítima no bloco FZA-M-59, situado na bacia da Foz do Amazonas. No entanto, o avanço dos trabalhos na Bacia Potiguar recebeu a licença de operação do Ibama para as perfurações nos poços de Pitu Oeste e Anhangá.
A Petrobras enfatizou, em comunicado, a importância de suas atividades exploratórias na Margem Equatorial para a busca de novas reservas e o desenvolvimento de novas fronteiras exploratórias. A empresa garantiu que a perfuração em Anhangá foi realizada sem incidentes, destacando sua capacidade técnica e compromisso com a segurança e o meio ambiente.









