
BRASIL – Comunidade quilombola celebra reconhecimento de terras, mas questiona impunidade em casos de assassinato de líderes.
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) afirmou que a decisão beneficia 536 famílias remanescentes de quilombos em uma área de 852,2 hectares. Pacífico mencionou o desejo de sua mãe em titular a comunidade, porém, lamentou que ela não tenha vivido para ver esse momento. Ele acredita que a luta pela titulação foi marcada por tragédias, incluindo a morte de sua mãe e de seu irmão, Binho do Quilombo.
Mesmo com a conquista da titulação, Pacífico ressaltou as questões sem resposta sobre as mortes de seus familiares. O Ministério Público da Bahia denunciou cinco pessoas suspeitas de envolvimento nos assassinatos. Pacífico questionou quem teria ordenado os assassinatos e quais seriam os motivos. Ele destaca que, apesar das dificuldades, a titulação traz segurança e possibilita o desenvolvimento da comunidade.
A decisão de reconhecer e delimitar as terras do quilombo foi baseada em um Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID). Agora, o Incra iniciará o processo de desapropriação das propriedades privadas na área. A titulação representa não apenas a segurança das terras, mas também a oportunidade de prosperidade através da garantia de direitos, agricultura familiar, esporte, cultura, lazer e saúde.
O reconhecimento das terras do quilombo Pitanga dos Palmares é visto como um marco importante para a comunidade, que há muito tempo lutava por esse reconhecimento. Com a titulação, a comunidade se sente mais fortalecida e confiante em seu desenvolvimento e segurança.









