
BRASIL – Consumo de bens e serviços de saúde tem queda em 2020 e crescimento em 2021, aponta pesquisa do IBGE.
Contudo, em 2021, houve uma recuperação notável, com o volume do setor de saúde registrando um avanço de 10,3%, quase cinco vezes mais do que os bens e serviços não relacionados à saúde, que tiveram um aumento de apenas 2,3%. Esse cenário reflete a retomada das consultas, cirurgias e consumo de medicamentos que foram postergados durante o pico da pandemia.
A pesquisadora do IBGE, Tassia Holguin, destacou que o aumento nos procedimentos de emergência em 2020 foi contrabalançado pela queda na busca por atendimentos não emergenciais devido ao isolamento social. No entanto, em 2021, a necessidade de retomar os cuidados com a saúde impulsionou o crescimento do setor.
Além disso, a pesquisa revelou que, apesar da redução no consumo de bens e serviços de saúde em 2020, o setor gerou novos postos de trabalho, aumentando em 1,9%, enquanto outros setores da economia sofreram perdas. O emprego na saúde privada foi o que mais se destacou, com um crescimento de 10,8% em relação ao ano anterior.
No entanto, a saúde pública não teve o mesmo desempenho, registrando uma queda de 2,5% nos postos de trabalho em 2021. As remunerações do setor de saúde totalizaram R$ 372,3 bilhões, representando 10,5% do total da economia no ano passado.
Em relação aos gastos com saúde no Brasil, o total chegou a R$ 872,7 bilhões em 2021, equivalente a 9,7% do PIB. O país se posicionou à frente do México, mas atrás de países da OCDE como Reino Unido, França e Alemanha. A despesa per capita com saúde apresenta uma diferença significativa entre os gastos das famílias e do governo, destacando a relevância dos serviços de saúde privados no país.









