BRASIL – Governo aguarda informações da Petrobras para decidir posicionamento sobre distribuição de dividendos extraordinários no Conselho de Administração da estatal.

O governo está aguardando informações da Petrobras para tomar uma decisão sobre a distribuição de dividendos extraordinários da estatal. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniu com os ministros da Casa Civil e de Minas e Energia para discutir o assunto nesta quarta-feira.

No mês passado, a Petrobras optou por não distribuir os dividendos extraordinários de R$ 43,9 bilhões aos acionistas, mantendo o dinheiro numa conta de reserva para possíveis investimentos futuros. A empresa distribuiu apenas o mínimo previsto na Lei das Sociedades Anônimas, após ter obtido um lucro expressivo de R$ 124,6 bilhões em 2023.

Segundo Haddad, o governo precisa saber se a Petrobras tem recursos suficientes em caixa para financiar os planos de investimento dos próximos anos ou se precisará utilizar os dividendos retidos. A diretoria da estatal irá avaliar as informações disponíveis para decidir o melhor caminho a seguir.

O ministro afirmou que o governo estabeleceu um cronograma para receber as informações da Petrobras e poder tomar uma posição embasada no Conselho de Administração da empresa. Haddad não forneceu detalhes sobre o cronograma, mas ressaltou a importância de ter acesso às informações o quanto antes.

Além disso, Haddad teve outros compromissos ao longo do dia, incluindo reuniões sobre auxílio a micro e pequenas empresas exportadoras e com governadores do Nordeste, que solicitaram ajuda para quitar dívidas com bancos públicos. O ministro destacou que a dívida dos estados nordestinos é menor em comparação com os dos estados do Sul e Sudeste.

Em relação à desoneração da folha de pagamento de pequenos municípios, Haddad adiou o debate para a próxima semana. Ele defendeu um pacto entre os Poderes após a decisão do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que impactará as contas federais e dificultará o cumprimento da meta de zerar o déficit primário este ano. O governo busca uma solução para limitar o impacto financeiro da não prorrogação da medida provisória que reduz a contribuição das pequenas prefeituras para a Previdência Social.