
BRASIL – Deputado federal detido acusado de envolvimento na morte de Marielle Franco alega “ótima relação” com vereadora em manifestação na CCJ.
De acordo com o relatório da Polícia Federal, a motivação para o assassinato de Marielle envolveu a divergência em torno do Projeto de Lei 174/2016, que buscava formalizar um condomínio na Zona Oeste da capital fluminense. O relator do caso na CCJ, deputado Darci de Matos, defendeu a manutenção da prisão de Brazão, ressaltando que a detenção do parlamentar respeitou as exigências constitucionais.
Por outro lado, o advogado de Chiquinho Brazão solicitou a revogação da prisão do cliente, alegando que a detenção foi ilegal. Segundo ele, não houve prisão em flagrante e sim prisão preventiva, o que não está previsto na Constituição para a detenção de um parlamentar. Além disso, argumentou sobre a incompetência do Supremo Tribunal Federal (STF) para decretar a prisão do deputado.
Durante a reunião da CCJ, os deputados Gilson Marques e Roberto Duarte pediram vista para analisar se a prisão preventiva foi legal, destacando a falta de tempo para avaliar todos os elementos do caso. Após a decisão da CCJ, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, afirmou que todas as informações sobre o inquérito da Polícia Federal serão disponibilizadas aos parlamentares e líderes da Casa para que possam se posicionar com clareza sobre o tema.
O prazo para retomar a análise na CCJ após o pedido de vista é de duas sessões da Câmara. Lira ressaltou que o pedido de vista não traz prejuízo para o processo e para a investigação, mas salientou que todo o tempo decorrido é desfavorável para o réu, que continuará preso até que o plenário da Câmara se manifeste em votação aberta. A situação envolvendo Chiquinho Brazão continua a gerar discussões e análises no cenário político nacional.









