
BRASIL – Professor da UFF e membro do CNJ defende reformulação da Polícia Civil do Rio de Janeiro após prisão de chefe por ligação com crime organizado.
Nos últimos 16 anos, quatro chefes da Polícia Civil do Rio foram presos, incluindo nomes como Álvaro Lins, Ricardo Hallak e Allan Turnowski. O recente caso de Rivaldo Barbosa, detido sob suspeita de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco, reforça a problemática existente dentro da instituição. Pablo Nunes, coordenador do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), ressaltou que as prisões relacionadas a este caso evidenciam a degradação institucional que o Rio de Janeiro tem enfrentado.
Hirata enfatizou que a militarização da Polícia Civil e suas conexões com a criminalidade organizada têm sido marcantes ao longo dos anos, comprometendo sua atuação como uma instituição de investigação. Ele também apontou a necessidade de uma refundação das polícias como um passo fundamental para melhorar a segurança no estado e garantir o respeito à Constituição.
A Corregedoria-Geral de Polícia Civil anunciou a abertura de um inquérito para investigar a conduta dos delegados Rivaldo Barbosa, Gíniton Lages e Marco Antônio Barros Pinto. A corporação afirmou que seguirá todos os procedimentos legais necessários para esclarecer os casos em questão. Em meio a este cenário de crise e desconfiança, é fundamental que medidas efetivas sejam tomadas para reverter a situação e garantir a segurança e integridade dos cidadãos do Rio de Janeiro.









