
BRASIL – Aumento alarmante de violência doméstica contra mulheres em 2023: oito vítimas a cada 24 horas em nove estados monitorados.
A violência contra as mulheres assume diversas formas, desde ameaças, agressões, torturas, ofensas, até feminicídios. O relatório mostrou que 586 mulheres foram vítimas de feminicídio, o que equivale a uma mulher morta a cada 15 horas. A grande maioria dessas mortes ocorreu pelas mãos de parceiros ou ex-parceiros, sendo que armas brancas e armas de fogo foram os principais instrumentos utilizados.
A jornalista Isabela Reis, que assina o principal texto do relatório, destacou a importância da mobilização contra o feminicídio e outras formas de violência, afirmando que a denúncia incansável pode salvar vidas. O monitoramento da violência contra as mulheres abrangeu, pela primeira vez, o estado do Pará, que ocupou a quinta posição no ranking de eventos de violência. Na Região Amazônica, as desigualdades sociais e o garimpo foram apontados como fatores que agravam a violência contra as mulheres.
São Paulo foi o estado que ultrapassou mil eventos de violência, seguido pelo Rio de Janeiro e pelo Piauí, que teve um aumento de quase 80% em um ano. No Nordeste, Pernambuco registrou 92 feminicídios, a Bahia liderou em número de mortes de mulheres, o Ceará teve o maior registro de transfeminicídios e o Maranhão liderou os crimes de violência sexual.
Os dados são produzidos a partir de um monitoramento diário das mídias sobre violência e segurança, com o objetivo de reduzir a subnotificação e produzir análises mais seguras sobre a realidade da violência contra as mulheres. A luta contra esses crimes deve ser constante para preservar a vida de tantas outras mulheres que ainda estão em situação de vulnerabilidade.









