
BRASIL – Trabalhadores da imprensa reagem à decisão do presidente argentino de acabar com agência de notícias pública em defesa da liberdade de expressão.
Durante o discurso de abertura das sessões ordinárias do Congresso argentino, Milei argumentou que a Télam tem sido utilizada como um “meio de propaganda kirchnerista”, em referência ao movimento de oposição associado aos ex-presidentes Néstor e Cristina Kirchner. A decisão do presidente, que está no cargo há menos de três meses, gerou críticas e preocupações em relação ao futuro da liberdade de imprensa no país.
A secretária-geral da Fatpren, Carla Gaudensi, enfatizou a importância da Télam e declarou que irão defender a agência e preservar os empregos dos trabalhadores. Já a deputada de oposição Myriam Bregman classificou o anúncio como um ataque aos trabalhadores e convocou um plano de luta e greve nacional. A Comisión Gremial Interna da Télam convocou uma assembleia geral para discutir as estratégias de resistência.
Fundada há 78 anos, a Télam tem mais de 700 funcionários e é a única agência de notícias com correspondentes em todas as províncias argentinas. A agência produz diariamente centenas de matérias e fotografia, além de manter um ecossistema digital com vídeo, rádio, site e redes sociais. A Télam também possui parcerias com instituições de imprensa internacionais, como a Agência Brasil.
Essa não é a primeira vez que a Télam enfrenta ameaças de fechamento. No passado, vários governos tentaram intervir na agência, mas, até o momento, as demissões foram revertidas pela Justiça. A história da Télam é marcada por desafios e resistência, demonstrando a importância e relevância da agência no cenário da comunicação na Argentina.









