BRASIL – Taxa de desocupação atinge o menor índice desde 2015, ficando em 7,6% no trimestre encerrado em janeiro de 2024, aponta IBGE.

A taxa de desocupação do trimestre encerrado em janeiro de 2024 foi divulgada nesta quinta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), marcando um novo recorde com 7,6%. Esse resultado é o menor para o período desde 2015 e representa uma queda em relação ao trimestre anterior, que registrou 8,4% de desemprego.

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua indicam que a população desocupada, ou seja, aquelas pessoas que estavam em busca de trabalho, ficou em 8,3 milhões, mantendo-se estável na comparação trimestral e apresentando uma redução de 7,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Por outro lado, o número de trabalhadores ocupados atingiu 100,6 milhões, com um aumento de 0,4% em relação ao trimestre anterior.

Setores como transporte, armazenagem e correio; informação, comunicação e atividades financeiras; e outros serviços contribuíram para o aumento na ocupação de trabalhadores. A coordenadora de Pesquisas Domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, ressaltou que, tradicionalmente, o trimestre encerrado em janeiro apresenta uma estabilidade na população ocupada ou até mesmo uma queda, mas, em 2024, houve uma expansão significativa no número de empregados.

No que diz respeito à formalidade no mercado de trabalho, o número de empregados com carteira assinada no setor privado apresentou um aumento de 0,9%, enquanto os trabalhadores sem carteira permaneceram estáveis. A taxa de informalidade ficou em 39% da população ocupada, o equivalente a 39,2 milhões de trabalhadores.

O rendimento real do trabalhador fechou janeiro de 2024 em R$ 3.078, com um aumento de 1,6% no trimestre e de 3,8% em 12 meses. A Pnad Contínua, que abrange uma amostra de 211 mil domicílios em 26 estados e no Distrito Federal, oferece informações detalhadas sobre a situação do mercado de trabalho no país.