
BRASIL – Julgamento de militares acusados de morte de civis no Rio tem penas reduzidas após pedido de vista no Superior Tribunal Militar.
Os militares estão sendo acusados pela morte do músico Evaldo Santos e do catador de recicláveis Luciano Macedo, que foram atingidos por 257 tiros durante a operação. A ação ocorreu quando os militares estavam em busca dos autores de um roubo e acabaram disparando contra o carro onde as vítimas estavam, um Ford KA branco. O sogro do músico ficou ferido, mas sua esposa, filho e uma amiga que também estavam no veículo não foram atingidos. Já o catador Luciano foi baleado ao tentar socorrer Evaldo.
Em 2021, sete dos militares envolvidos foram condenados a 28 anos de prisão, enquanto o oitavo, um tenente que comandava a missão, recebeu uma pena de 31 anos. No entanto, todos eles estão respondendo ao processo em liberdade.
Durante a sessão de julgamento realizada hoje, os ministros Carlos Augusto Amaral e José Coêlho votaram pela redução das penas de sete militares para 3 anos e do tenente para 3 anos e 7 meses. A ministra Maria Elizabeth Rocha pediu vista do processo, suspendendo temporariamente o julgamento.
O ministro Carlos Amaral, ao votar pela redução das penas, argumentou que a investigação mostrou que os militares estavam na busca por outro veículo semelhante, utilizado por criminosos em um assalto. Ele destacou que houve uma “fatalidade” e que os militares não tinham a intenção de causar a morte de cidadãos civis.
Em relação às famílias das vítimas, a Advocacia-Geral da União (AGU) firmou um acordo em abril do ano passado para o pagamento de indenização. As famílias de Luciano Macedo foram beneficiadas com valores que variam desde R$ 493 mil para a mãe do catador até R$ 3,5 mil para despesas com funeral. Um acordo semelhante está em andamento para os familiares do músico Evaldo Santos, também vítima da ação dos militares.
O desfecho desse caso ainda é aguardado com expectativa pela sociedade, que acompanha de perto os desdobramentos desse julgamento que envolve a morte de pessoas inocentes em uma operação militar.









