
ALAGOAS – Central de Transplantes de Alagoas intensifica campanha para conscientizar famílias sobre doação de órgãos e reduzir recusa familiar
No dia 29 de fevereiro de 2024, a Central de Transplantes de Alagoas reafirmou seu compromisso em reduzir o índice de recusa familiar para autorização da doação de órgãos. Atualmente, o estado registra 518 pessoas na lista de espera por um transplante de órgão, e a doação só pode ser realizada com o aval da família.
De acordo com dados divulgados pela instituição vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), em 2023, o índice de recusa familiar foi de 57%. A coordenadora da Central de Transplantes de Alagoas, Daniela Ramos, explicou que boa parte dessa taxa de recusa ocorre devido a motivos culturais, tabus sociais e falta de conscientização sobre a morte encefálica.
Segundo Daniela Ramos, muitas famílias têm receio de autorizar a doação de órgãos devido ao desconhecimento sobre o processo e à preocupação com modificações no corpo do doador. No entanto, ela ressaltou que a legislação garante a recomposição do corpo para o sepultamento, e nenhuma religião oficialmente é contra a doação de órgãos.
A coordenadora enfatizou a importância da conscientização familiar e da autorização para a doação de órgãos, que só pode ser feita pela família do potencial doador. Após o diagnóstico de morte encefálica, os médicos da equipe especializada da Organização de Procura de Órgãos procuram a família e pedem a autorização para a doação.
É essencial que o processo seja ágil, pois cada órgão tem um tempo de validade específico. Com a autorização da família, são realizados exames para garantir a compatibilidade do órgão com o receptor. A sorologia, tipagem sanguínea, HLA e outros exames são fundamentais para garantir o sucesso do transplante.
Dessa forma, a Central de Transplantes de Alagoas trabalha incansavelmente para sensibilizar as famílias e promover a cultura da doação de órgãos, salvando vidas e oferecendo esperança aos pacientes na lista de espera por um transplante.









