
BRASIL – Índice de Preços ao Consumidor cai 0,52% em fevereiro, apresentando recuo de 3,76% em 12 meses, segundo dados da FGV.
Essa redução em fevereiro representa uma reversão em relação aos meses anteriores, onde o indicador vinha registrando resultados positivos. A última deflação havia sido em agosto de 2023, com -0,14%, seguindo-se de uma aceleração gradual até atingir 0,74% em dezembro. Em janeiro, o IGP-M marcou 0,07%.
De acordo com o coordenador dos Índices de Preços da FGV, André Braz, um dos principais fatores que contribuíram para a inflação negativa foi o preço dos alimentos. Mesmo com os efeitos do fenômeno climático El Niño afetando algumas safras brasileiras, não houve uma redução generalizada na produção agrícola nacional.
Braz ressaltou que a ampliação da oferta global de grãos está ajudando a atenuar as pressões inflacionárias sobre os alimentos no Brasil, trazendo um alívio moderado para a inflação. Ele ainda destacou as quedas significativas nos preços da soja (-14,18%) e do milho (-7,11%), assim como no óleo de soja, que recuou 13,97%.
O IGP-M é composto por três componentes: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que teve uma queda de 0,90%; o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com aumento de 0,53%; e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), com variação positiva de 0,20%.
Além de ser utilizado para reajustar contratos de aluguel, o IGP-M também serve como indexador para contratos de empresas de serviços, como energia elétrica, telefonia, educação e planos de saúde. Essa queda na inflação do aluguel reflete um cenário econômico que pode trazer benefícios para diversos setores da sociedade.









