
BRASIL – Senador Rogério Carvalho apresenta plano de trabalho da CPI da Braskem para investigar impactos de mineração de sal-gema em Maceió.
Durante a reunião, o senador Carvalho destacou que a CPI tem como foco não apenas responsabilizar a Braskem pelos prejuízos causados, mas também avaliar o passivo ambiental e patrimonial gerado pela empresa. Além disso, o plano de trabalho inclui a investigação da legalidade dos acordos de reparação celebrados pela petroquímica e a possível omissão ou negligência tanto da empresa quanto dos órgãos ambientais relacionados à atividade de mineração.
O senador ressaltou a importância da CPI em propor normas que evitem a repetição de tragédias causadas pela ação humana. Carvalho enfatizou que o desastre em Maceió não foi um acidente natural, mas sim uma calamidade provocada pela ganância humana, que poderia ter sido evitada.
Os danos causados pela atividade da Braskem incluem o afundamento do solo em diversos bairros da cidade, levando à desocupação de cerca de 60 mil pessoas e ao fechamento de 15 mil imóveis. O rompimento da mina n°18 da Braskem na Lagoa Mundaú, localizada no bairro do Mutange, foi o ponto de partida para a criação da CPI.
O senador Carvalho pretende ouvir diversas partes envolvidas no caso, incluindo associações de atingidos pela tragédia, moradores afetados pela atividade da Braskem, dirigentes da empresa, pesquisadores e representantes de órgãos ambientais e judiciais. A CPI aprovou requerimentos de solicitação de informações e espera realizar novas reuniões para votar os requerimentos de convite e convocação.
Com prazo estabelecido para encerrar os trabalhos em 22 de maio, a CPI da Braskem promete trazer à tona as consequências da atividade de mineração da empresa e buscar soluções para prevenir futuros desastres. A investigação seguirá com rigor em busca de responsabilidades e justiça para as vítimas das tragédias causadas pela negligência e ganância.









