
BRASIL – Situação financeira das pequenas indústrias é afetada por dificuldade de acesso ao crédito e alta carga tributária, mostra pesquisa da CNI
O levantamento analisou a situação financeira em 40 trimestres e constatou que, em 21 trimestres para a pequena indústria de transformação e em 24 trimestres para a pequena indústria da construção, o acesso ao crédito ficou abaixo da média histórica. Em 2016, o Índice de Situação Financeira atingiu seu pior resultado, com apenas 29,5 pontos, em meio a uma taxa Selic de 14,25% ao ano.
No entanto, em 2020, com a redução da Selic para 2% ao ano no início da pandemia de covid-19, o cenário começou a mudar. O indicador atingiu o seu maior valor da série histórica, com 43,1 pontos, impulsionado não apenas pelos juros baixos, mas também pela implementação de programas emergenciais, como o Pronampe e o PEAC. Mesmo assim, o Índice de Situação Financeira nunca ultrapassou os 50 pontos, o que indica avaliações desfavoráveis.
Outro ponto de preocupação para as pequenas indústrias nos últimos anos foi a carga tributária, que se mostrou um obstáculo adicional para o crescimento e a prosperidade desses negócios. No entanto, em meio a todos esses desafios, houve um aumento no número de micro e pequenas indústrias no país, passando de 433 mil para 459 mil, segundo dados da CNI.
Apesar das incertezas e dificuldades enfrentadas, há uma luz no fim do túnel, com o Índice de Confiança do Empresário registrando 51,2 pontos em janeiro de 2024, acima da linha divisória de 50 pontos que separa confiança da falta de confiança. Medidas de apoio, como o programa Novo Brasil Mais Produtivo e o Procompi, visam impulsionar a competitividade e o crescimento das pequenas indústrias nos próximos anos.
É evidente que as pequenas indústrias no Brasil têm desafios significativos a enfrentar, mas com a implementação de políticas e programas de apoio adequados, elas têm potencial para expandir seus negócios e contribuir cada vez mais para a economia do país.









